terça-feira, 13 de outubro de 2009

.cinema.

"És demasiada areia para o meu camião". Pensei. Que frase terrível!

Senti-me nervosa, sem saber o que dizer. Senti-me estúpida.
Não sabia sobre o que falar nem como ir buscar algo a dentro de ti.

Quebrou-se o gelo. Acho eu. Mas que grande bloco de gelo.

Voltei a sentir-me uma miúda também. Há muito que não me sentia assim.Intimidaste-me. Senti que cada coisa que dizia, servia apenas para preencher o espaço vazio que existia entre nós. Palavras soltas.

A cada 5 minutos lembrava-me que estava contigo. Mesmo durante o filme. Lembrava-me de como é difícil para mim esta situação, mas como me obrigo a vivê-la. As pessoas dizem-me: Vai, faz-te bem!

Mas que sabem as pessoas? Sim, faz-me bem sair do meu umbigo, da minha casa e ir para o desconhecido. Mas porque não consigo ser eu própria?

"Crias-te um monstro" (está é para ti...sabes...)

Sinto-me inadaptada. Mas talvez todos se sintam assim. Não sei.

Sei lá no fundo que sim, que é bom para mim. Pois permite-me conhecer-me melhor.
Faz-me sair deste universo emocional e romântico em que vivo todos os dias. Este ideal sem sentido.

Vou aprendendo a desprender-me do ideal. Mas custa.

Gostei de te conhecer. A sério que gostei. Tento não atribuir significado ao facto de nos termos conhecido. Isso é o que sempre faço. Vou tentar não te por numa caixinha com um rótulo.

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